23 de julho de 2026 · Dra. Paula Ramirez Fernandes Kraide
HPV: prevenção, vacina e o que toda mulher deveria saber

O HPV (papilomavírus humano) é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo — a maioria das pessoas sexualmente ativas entra em contato com o vírus em algum momento da vida. Apesar de tão frequente, ainda gera muita dúvida e um certo desconforto em falar sobre o assunto. Este texto reúne informações práticas sobre prevenção, vacina e acompanhamento.
Resumo rápido
- HPV é muito comum e, na maioria das vezes, o corpo elimina o vírus sozinho
- A vacina previne os tipos mais associados a verrugas e a cânceres relacionados ao HPV
- Vacina e Papanicolau são complementares — um não substitui o outro
O que é o HPV
HPV é o nome dado a um grupo de mais de 150 tipos de vírus, transmitidos principalmente por contato direto pele a pele durante a relação sexual — não é preciso haver penetração para a transmissão acontecer. Alguns tipos causam verrugas genitais; outros, chamados de “alto risco”, estão associados ao desenvolvimento de lesões que podem evoluir para câncer, principalmente o câncer de colo do útero.
Na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico elimina o vírus espontaneamente, sem deixar sintomas ou sequelas. O problema surge quando a infecção persiste por tipos de alto risco, o que reforça a importância do acompanhamento regular.
A vacina
A vacinação contra o HPV é uma das ferramentas mais eficazes de prevenção disponíveis atualmente, protegendo contra os tipos do vírus mais associados a verrugas genitais e a cânceres relacionados ao HPV. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina gratuitamente para meninas e meninos dentro de faixas etárias específicas — vale confirmar a indicação atual, já que os critérios podem ser atualizados.
Mesmo fora da faixa etária do calendário público, vale perguntar ao médico sobre a possibilidade de vacinação: em muitos casos, ela continua sendo recomendada para adultos, de forma particular.
Por que o exame preventivo continua importante
A vacina reduz bastante o risco, mas não substitui o acompanhamento ginecológico de rotina — inclusive porque ela não cobre 100% dos tipos de HPV existentes, e porque muitas pessoas já tiveram contato com o vírus antes de se vacinar.
O exame preventivo (Papanicolau) segue sendo a principal forma de identificar alterações nas células do colo do útero antes que evoluam para algo mais sério. Quando uma alteração é encontrada precocemente, o tratamento costuma ser simples e altamente eficaz.
A vacina reduz bastante o risco, mas não substitui o acompanhamento ginecológico de rotina.
Sinais de alerta
Na maior parte dos casos, o HPV não causa sintomas visíveis. Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem:
- Verrugas genitais (pequenas lesões elevadas na pele ou mucosas)
- Coceira ou desconforto na região genital
- Sangramento fora do período menstrual, em casos mais avançados
Qualquer um desses sinais é motivo para procurar avaliação médica — não para alarme, mas para investigação e, se necessário, tratamento.
O que fazer
Se você ainda não faz o exame preventivo com regularidade, ou tem dúvidas sobre a vacina, esse é o momento de agendar uma consulta. Prevenção, nesse caso, é simples e acessível — e faz toda a diferença no longo prazo.
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